|
|
Acessórios e modificações
Um dos factores que mais contribui para a frustração
na utilização deste telescópio é o seu
apontador também chamado buscador. O apontador do ETX à
semelhança de grande parte dos telescópios é
inadequado, simplesmente não é adequado a uma utilização
astronómica, tem uma posição bastante próxima
do porta-oculares e é praticamente impossível
utilizá-lo quando o tubo do telescópio tem uma inclinação
superior a 45 graus.
É quase absolutamente necessário substituí-lo
por outro apontador, que por "acaso" é vendido
como acessório opcional - o right-angle viewfinder #232 -
(o ETX125 já vem equipado com este.). Este apontador tem
a vantagem de ter uma diagonal de 90 graus, o que permite ser utilizado
confortávelmente em qualquer inclinação e ver
a imagem com a mesma inversão do tubo óptico principal
(a imagem está invertida verticalmente da esquerda para direita).
Um outro acessório bastante conveniente é um apontador
que projecte um ponto de luz (geralmente vermelha), ou melhor ainda
2 ou 3 círculos, sem qualquer magnificação. Temos
por exemplo o Rigel Quickfinder e o Orion EZfinder, que penso que
são bastantes úteis para apontar o telescópio
fácilmente para uma estrela ou planeta visível a olho
nú. Estes apontadores dão também têm
bastante utilidade no alinhamento do telescópio. Recomendo
_vivamente_ a adição de um destes acessórios,
pois ajudam a encontrar rapidamente os objectos, mesmo para
os astrónomos mais experientes e especialmente porque funcionam
mesmo quando tudo falha
Também é indispensável um tripé regulável
em altura que proporcione uma posição
firme e cómoda ao telescópio. O tripé
de campo da Meade é uma das melhores escolhas,
se não a ínica, existindo alternativa
da marca JMI. É possível utilizar um tripé
de camare de vídeo, que seja robusto, mas infelizmente
os ETXs têm dois parafusos de fixação
com rosca não-standard, tornando a sua montagem
incompatível com esse tipo de tripés ,
pelo que se torna necessário comprar um adaptador
específico, que até agora só encontrei
à venda nos Estados Unidos. Todos estes tripés
são de alumínio e cabeça de montagem
em ferro sólido. De salientar que o tripé
da Meade poder ser utilizado tanto em modo alti-azimutal,
como em modo equatorial. Os apontadores opcionais de
1x, tais como o Quickfinder ou Ezfinder podem ser afinados
mesmo de noite, visto serem relativamente fáceis
de alinhar, pois dispôem de 1 ou 3 parafusos que
dão para a ajustar fácilmente. O processo
é apontar o telescópio para uma estrela
brilhante e centrá-la no buscador.
O Tripé
Eu
uso o tripé com as pernas quase totalmente recolhidas,
o que me permite observar sentado. Embora possa parecer um
bocado fora de comum observar sentado, permite ter o conforto
que é essencial para aguentar sessões com duração
maiores que uma hora. Por exemplo, experimentar ler um livro
em pé, mudando a inclinação do livro
constantemente, de modo a ter que inclinar o tronco e a cabeça
para o conseguir ler correctamente - deve ser um bocado cansativo
não ?. Ora a observação de objectos com
telescópio requer ainda maior concentração,
sendo quase obrigatória uma posição _muito_
mais confortável e em descanso. É quase garantido
que se ganha uns centímetros de abertura apenas por
estar na posição de sentado!.
Embora tenha uma aspecto robusto, não evita tremuras quando
se está a observar com grandes amplificações
devido ao facto de ser feito de alumínio que tem tendência
a transmitir muito as vibrações. A base do ETX é
apenas fixada em dois pontos e infelizmente é feita em plástico
o torna a sua base e fixação muito flexível.
Um
modo de minimizar estas vibrações é através
da aquisição de pequenas rodelas anti-vibração
da Celestron que reduzem em muito o tempo de vibração.
O Autostar
O
Autostar é um computador/controlador disponível
como opção que permite ao ETX a capacidade de
GOTO (ir para) e consequente acompanhamento sideral de objectos.
Esta capacidade tem sido muito discutida no meio amador, havendo
os "puristas" que advogam que é necessário
que o utilizador conheça o céu, e que deverá
poder encontrar os objectos sem qualquer ajuda destas "modernices"
que na sua opinião retiram o prazer ou realização
do acto de procura, e também permitem contornar a indispensável
aprendizagem inicial. Ao passo que a outra "facção"
defende que não é necessário passar pelo
demorado processo de encontrar os objectos "á
mão" e que se consegue satisfação
mais rapidamente sem ter passar pela experiência
de não conseguir ou então demorar a conseguir
encontrar um objecto por mais simples que seja. Ver aqui o Manual Não Autorizado do Autostar #497 .
Estou de acordo de igual modo com as duas vertentes, pois é necessário
e importante conhecer o céu, embora por outro lado um telescópio
GOTO possa-nos ajudar a localizá-lo mais depressa, especialmente
se não temos nenhum tutor em carne e osso para nos orientar. A
capacidade GOTO tem vantagens em locais em que temos o céu parcialmente
obstruído, o que torna difícil utilizar o método
tradicional de "saltar de estrela em estrela". Já para
não falar dos muito objectos que são quase invisíveis
para o ETX90, que só depois de estar 2 ou 3 minutos a olhar para
ele, e que o "vemos", especialmente nos primeiros tempos.
Alimentação
Embora
o ETX+Autostar funcione bem com as 8 pilhas alcalinas durante
15 a 20 horas é bastante recomendado que se arranje
outro meio de alimentação, pois as pilhas têm
tendência a perder voltagem com baixas temperaturas.
Embora o autostar mostre a percentagem de carga das pilhas,
não é no entanto fiável, devendo ser
mudadas (ou recarregadas) assim que o mostrador do autostar
mostre variações de luminosidade, especialmente
quando está a ir para algum objecto.
O autostar com pouca alimentação pode ter comportamentos
bastante estranhos, tais como perda de precisão, falhas de motor
(Motor Failure) ou movimentar-se descontroladamente.
As alternativas são um transformador de 12v DC com pelo menos 1amp
e que seja regulado, que tem o inconveniente de só se poder utilizar
junto a uma tomada de electricidade. Outra alternativa é adquirir
um cabo que ligue o ETX ao isqueiro do automóvel que por sua vez
tem o inconvemiente de se ter que possuir um automóvel e que esteja
relativamente perto do local do telescópio, e se bateria do carro
não estiver famosa ter o cuidado par não ficar a pé.
E por último a solução mais prática e portátil:
Uma bateria recarregável com um mínimo de 7amph. Esta baterias
encontram-se à venda em lojas de acessórios automóveis
e foram concebidas para ajudar automóveis a "arrancar".
Vem com pinças para ligar aos bornes das bateria e geralmente com
duas saídas para ficha de isqueiro. Este tipo de bateria dá
para dezenas de horas de utilização contínua e suporta
melhor as baixas temperaturas. A segunda saída de isqueiro dá
jeito para ligar algum sistema de resistências para combater a humidade,
por exemplo o sistema Kendriks. |