- The Cambridge Star Atlas 2nd Edition
Wil Tirion
Cambridge University Press
ISBN-0-521-56098-5
- Este atlas é uma versão encadernada e com escala menor do skyatlas. É constituído por 12 mapas a cores com respectiva contra-folha com dados dos objectos neles constantes. Tem um mapa da lua, várias cartas com as constelaçõs ao longo do ano, e alguns tópicos diversos. Não o utilizo regularmente, porque além de não ter descrições dos objectos, o tamanho e escala não me satisfazem completamente. O contéudo é um essencialmente generalista. Quando observo a lua, utilizo sempre o Atlas de Rukl, nos binóculos e ETX uso o SkyAtlas e o outro. Este está a apanhar um bocado de pó.
- SkyAtlas 2000.0 2nd Edition - Deluxe
Wil Tirion e Roger W. Sinnott
Cambridge University Press
ISBN-0-521-62762-1
É ENORME!. Trata-se um de atlas que imprime estrelas até a magnitude de 8.5, o que conjuntamente com a escala utilizada, o torna bastante agrad´svel de utilizar com apontadores e com binóculos. Os objectos espaço profundo são impressos à escala e com cores diferentes, tornando bastante fácil a determinação da sua posição e tamanho. O papel é de qualidade e aguenta-se bem em noites sem muita humidade, é encadernado com argolas e tem uma capa em plástico. Como disse logo no início trata-se de uma atlas de grandes dimensões, limitando um pouco a sua portatilidade e comodidade no "campo". Geralmente uso-o quando estou em sessões binoculares caseiras, em que coloco uma pequena mesa de campismo ao lado da cadeira (de piscina reclinável), que serve mesmo à medida do mapa depois de desdobrado. É de notar que as linhas de figura das constelações não são impressas, o que para um newbie pode ser um bocado confuso. Eu desenhei algumas a lápis no início, mas agora acho que são dispensáveis. Cobri as páginas de index com plástico auto-colante devido ao maior uso destas. A meu ver, os mapas impressos por programas de computador ficam ainda um pouco aquém da qualidade cartas deste atlas, mesmo usando muita resolução. Não possui quaisquer dados sobre os objectos impressos, sendo necessário um manual de observação para tal ou então já conhece-los. Julgo realmente que este atlas deve pertencer à biblioteca de todos os astrónomos amadores, pelo menos aqueles que olham para o céu.
- SkyAtlas 2000.0 2nd Edition - "Desk" Laminado
Wil Tirion e Roger W. Sinnott
Cambridge University Press
ISBN-0-521-65432-7
Decidi comprar esta versão laminada com argolas porque depois de ter utilizado por diversas vezes a versão deluxe não laminada "no campo". A humidade não perdoa e no meu local de observação habitual é coisa que não falta devido à proximidade do mar.
Embora o papel da versão deluxe seja de grande qualidade e tenha aguentado bem os "banhos", chegava uma altura em que tinha ter muito cuidado a virar e a desdobrar as folhas com receio de as rasgar.
Esta versão é a "Desk" ou por outras palavras, as estrelas e objectos são desenhados a negro em fundo branco.
A escala é de 7.1mm por grau sendo ligeiramente maior que a versão "deluxe" (8.2mm por grau), mas na mesma confortável e facilmente correlacionável com o céu (com um pouco de prática).
A laminação em plástico e integral (em ambas as faces) além de proteger as cartas e de tornar atlas praticamente indestrutível e devido ao peso da laminação menos sujeito a virar devido ao vento. tem um outra vantagem que acho importante, que é a de poder marcar as linhas de constelações, objectos como cometas e asteróides a observar sem "estragar".
Para tal utilizo vulgares marcadores de acetatos, que são à prova de água (importante) mas que se limpam sem deixar qualquer vestígio com alcool. NOTA: não usar a cor vermelha ou avermelhada para marcar, pois ficam invisível com a luz das lanternas vermelhas.
Um factor negativo é o seu preço alto, cerca de 17 contos através da Amazon UK.
Em conclusão se se possuir um telescópio já com alguma abertura (15cm e acima) que seja manual e se deseje explorar o céu até ao máximo que pode dar, este Atlas chega e sobra para muito tempo (ou para sempre), desde que acompanhado por um manual de observação que forneça as caracteríticas do objecto. De qualquer modo estas cartas são uma obra de arte e merecem estar na biblioteca de um astrónomo amador que se dedique à observação.
- Bright Star Atlas 2000.0
Wil Tirion
Willmann-Bell
ISBN-0-943396-27-1
Comprei este atlas conjuntamente com outros livros na Willmann-Bell, porque além de ser o mais barato, é um atlas de 6.5 de magnitude (a magnitude limite da visão humana) e por tal poderia ter alguma utilidade para orienteção e localização de objectos. De qualquer modo ficou ao abandono pela minha biblioteca. Isto até começar a utilizá-lo nas minhas observações binoculares (10x42), em que realmente se mostrou bastante prático para as minhas observações casuais.
Este atlas tem apenas 16 folhas e um formato ligeiramente maior que o A4, começando por seis cartas de _todo_ o céu com as estrelas que definem as figuras das constelações para uma orientação e identificação rápida. De seguida são descritos e apresentados todos os tipos de objectos de interesse para observação astronómica segundo Brian Skiff, em forma de tabela (estrelas duplas, estrelas variáveis (todos os tipos), enxames globulares e abertos, nebulosas planetárias e difusas e finalmente galáxias) que são somam em cerca de 600 objectos.
A última parte é constituída por 10 cartas em que são representadas as 9096 estrelas que fazem parte do "Yale Bright Star Catalog" e os cerca de seiscentos objectos atrás mencionados.
Abrindo o Atlas numa das páginas vamos encontrar à esquerda tabelas por tipo de objectos com informação pertinente como a magnitude e tamanho, ou então máximo e mínimo para as variáveis ou ainda distância de separação para as binárias. Á direita está a carta com as estrelas é objectos.
A escala utilizada (grande) nas cartas não se pode considerar que ajude a relacionar lá muito bem com céu que estamos que na realidade a observar, o que de certo modo pode confundir e desorientar quem não conheça mínimamente o tamanho real das constelações. Também não ajuda muito ao iniciante as constelações não estarem desenhadas e as estrelas podem aparentar estar um pouco amontoadas.
Dito isto não se pode dizer que é um atlas apropriado para que está a iniciar, mas antes um excelente atlas de campo para acompanhar o observador já experiente de binóculos ou com um pequeno telescópio pois é bastante mais portável que o SkyAtlas, embora bastante menos detalhado..
- DeepMap 600
Wil Tirion, Steve Gottlieb
Willmann-Bell
ISBN-0-943396-27-1
Carta com todas as constelações e estrelas até 6 de magnitude entre as declinações 90 e -60 graus, em que está desenhado mais de 600 objectos de céu profundo, em que estão incluídos os incontornáveis Messiers, mais outras 400 galáxias, nebulosas e enxames. Adicionalmente tem também uma boa ista de estrelas variáveis e duplas.
É praticamente impossível encontrar qualquer outra publicação com semelhante concentração de informação e dados numa só folha de papel.
O papel é acetinado e á prova de água, parecendo-me aguentar bem o ar-livre nas ainda poucas vezes que o usei, sendo ainda perfeitamente legível com lanterna vermelha. O mapa tem 84x53 cm de dimensão sendo dobrado como um vulgar mapa de estradas. A cor de fundo um azul muito escuro e os objectos são a cores perfeitamente visíveis com lanterna vermelha.
Todos os objectos têm dados básicos como a magnitude e tamanho aparente e ainda uma breve mas útil descrição visual, que podem ser consultados na parte de trás do mapa.
Embora as cartas que mais utilize para as observações sejam as do Sky Atlas 2000.0, que têm a meu ver uma escala e profundidade bem mais adequadas para o grau de dificuldade dos objectos que ando neste momento a observar, tal não invalida de forma nehuma este mapa, pois acho-o bastante útil nas seguintes situações:
- Utilização com binóculos, ou observações casuais (e rápidas) com telescópio
- Lista prática de alvos para telescopios com GOTO (ETX etc...).
- Sempre que não me apetece utilizar o bem mais maciço Sky Atlas.Não me pareceu que as constelações desenhadas fossem exactamente fieis ao que se observa a olho nú, parecendo um bocado deformadas (espacialmente) que se pode talvez atribuir à pequena escala utilizada e também a não deformar as constelações nas maiores declinações (positivas e negativas), mas para o preço (barato), utilidade e comodidade acho-o uma boa adição à biblioteca do observador.
Eu gosto de mapas e cartas estelares em papel, embora os mapas por computador sejam muito mais flexíveis, falta-lhes um certo "toque humano".
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Uranometria 2000.0 2nd edition
Tirion, Rappaport, Remaklus
Willmann-Bell
ISBN-0-943396-71-9
Existem livros que a meu ver são essenciais na biblioteca de um astrónomo amador que se dedique à observação sendo o Atlas Uranometria 2000.0 um deles.
O Uranometria 2000.0 é um atlas de 9.75 de magnitude (cerca de 280000 estrelas) que está dividido em dois volumes com 110 cartas celestes de dupla página cada, em que o 1º volume cobre a esfera celestes em toda a ascensão recta da declinação 90º até a -6º, e o 2º da declinação -6º a -90º. Esta a divisão obriga necessariamente à compra dos dois volumes para as nossas latitudes, pois por exemplo a constelação de Orion fica metade em cada volume, além de que o 2º volume algumas dezenas largas de objectos interessantes e perfeitamente observáveis em Portugal.
Existe também um volume adicional (Deep-sky Field Guide) que tem dados relativos a cada um dos objectos de céu profundo desenhados em cada uma das cartas, que segundo os editores são mais de 30000. Pena que este volume não disponibilize também informação acerca das estrelas binárias e variáveis.As cartas têm uma escala e uma resolução de impressão muito bem conseguida, sendo excelentemente adequada á magnitude limite, resultando naquilo que poderia classificar de cartas muito legíveis e limpas.
É claro que em algumas regiões tais como os enxames de galáxias em Virgem e Cabeleira de Berenices existem cartas com maior escala e profundidade (até magnitude 11) para uma mais fácil orientação e identificação de cada um dos objectos. Existem 26 cartas especialmente dedicadas a essas zonas mais congestionadas. Além das escalas de magnitudes e legendas dos objectos, também têm a bastante útil indicação da carta seguinte em qualquer das direções, algo que tive que tive de adicionar ao Skyatlas.
Todo o Atlas é completamente monocromático, com as estrelas e objectos impressas a negro sobre fundo branco, sendo a sua notação e simbologia precisamente igual ao do Skymap (ou vice versa). Os objectos com tamanhos superiores a 2.5 minutos de arco ( 5' para enxames abertos) são desenhados à escala e orientados na direcção do maior eixo.
Sob a luz vermelha é equivalente a todas as outras cartas em fundo branco que utilizo (skyatlas etc...), sendo talvez necessário uma lanterna vermelha com intensidade de luz regulável para minimizar para níveis (pessoais) adequados o reflexo da luz na folha branca. Eu não noto perda de visão nocturna ao consultar as cartas de fundo branco com luz vermelhas, havendo por outro lado muitos observadores que preferem ter cartas com fundo negro.
Presumo que fazer uma carta de uma esfera (celeste) seja complicado, e conseguir ter um relação visual o mais directa e fidedigna possível dessa carta com o Céu com a uniformidade do U2K seja ainda mais complicado. Pois é o que acontece com este atlas.
Se olharmos para uma carta e com um binóculo observarmos essa mesma área é notável a enorme semelhança, de tal forma que dá para estudar a carta com toda a garantia que é praticamente igual ao Ceú real. Menos que isto seria ficar aquém do meu atlas de "batalha" o SkyAtlas, e tal seria uma enorme desilusão para um atlas deste calibre, pois para quem faz "starhop" como eu no meu dobsoniano de 20cm a relação visual das cartas com o céu é muito importante para traçar o(s) caminho(s) até ao objecto pretendido.
Pode-se também usar para planeamento das sessões de observação, mas prefiro o extremamente fiável e versátil Skymap Pro, coadjuvado com o mais bonito e realista (mas menos fiável e menos completo) StarryNight no meu computador caseiro.
Este atlas é grande e no seu conjunto pesado, podendo-se considerar a par com os computadores portateís de "tijolo", mas sem inconveniente de se acabar a bateria (só se for a da lanterna) e nem fazer reboot ;), mas mesmo assim geralmente levo os três volumes para as observações para os casos de emergência, como no caso de não conseguir desenvencilhar-me com o Skyatlas, ou querer saber informação detalhada de algum objecto.
Dito isto, resta salientar que não é para principiantes (embora eu ainda o seja), pois devido à escala se perderiam irremediavelmente no meio de tantas cartas (que ainda me perco :) ), e nem sequer é necessário ou indispensável para pequenos telescópios ou telescópios com GOTO, sendo no entanto especialmente útil a quem queira muita informação em locais de observação isolados e escuros com telescópios (especialmente de grande abertura) de utilização manual.
Outro aspecto a ter em conta é o seu elevado preço (importados, os três volumes ficam em mais de 250 euros), sendo mesmo muito pouco convidativo, mas se se ponderar que esta obra é uma referência e que é praticamente única na sua categoria, vale na minha opinião o sacrifício.
Para mais informações ver no site do editor Willmann-Bell http://www.willbell.com/