Julho 2003

S.Pedro de Moel VII
Ocaso e anel verde

2003.07.25
S.Pedro de Moel
19:30-21:00++ TU.
Equipaento:Takahashi FC-60 60mm f/8.3 (500mm) e montagem Sky Patrol II, Televue Radian 14mm (36x 101') e Canon G1 com adaptador.

 

Ocaso
Ocaso
Canon G1 100mm 1/500s a f/8
pôr do Sol na bruma do Atlântico

 

Anel Verde
Anel Verde
O anel verde é bastante frequente no Sol a pôr e a nascer, mas apenas é visível usando um telescópio com alguma magnificação (neste caso 34x). Não é um flash verde, bem mais raro de acontecer e que espero um dia destes conseguir fotografar.
A foto foi tirada através do Tak FC60 sem nenhum filtro, algo que é perigoso e não se deve tentar fazer sem o devido cuidado.
Mais informação em http://mintaka.sdsu.edu/GF/index.html


Atalaia III
mais uma sessão de fotos

2003.07.20
Atalaia (Montijo 38º44N 8º48W)
Magnitude ~5. Céu limpo.
Takahashi FC-60 60mm f/6.3 na montagem Sky Patrol II. Nikon FM2 em foco primário,

Desta vez fui até à Atalaia, um dos pontos de encontro de astrónomos amadores da região centro do país.
A noite iria ser curta devido ao facto da Lua nascer pouco depois das 00:30, mas entre o crepúsculo astronómico e essa hora ainda se podia observar e fotografar céu profundo durante quase 2 horas. Tempo que aproveitei para fazer mais uns retratos.
A magnitude zenital estava superior a 5, vendo-se bem a Via Láctea até 15 graus do horizonte, havendo no entanto alguma turbulência . A humidade não foi muito intensa, mas para as quatro da manhã já molhava o equipamento.

Embora não seja um frequentador assíduo na Atalaia, pareceu-me ter tido bastante afluência tanto de pessoas (algumas delas "absolute beginners") como de telescópios, parecendo quase uma astrofesta, isto apesar de não ser um fim-de-semana de Lua Nova.

A noite começou bem com uma longa passagem da ISS, bem alta e também com magnitude bem negativa que não me lembrou estimar, mas ainda houve quem a observasse no telescópio e ter resolvido alguma forma. Também um Iridum deu o ar da sua graça.

Enquanto o pessoal ia montando e observando, fui tirando algumas fotos com exposição de 5 minutos (ou mais) no foco primário do takito + redutor (380mm) usando a SkyPatrol (takita) sem qualquer correcção de guiagem. Não poder corrigir o seguimento é um bocado como praticar trapézio sem rede e de olhos vendados, mas confiei no Sr. Takahashi e houve uma ou duas fotos que se safaram.
Estando eu de mãos a abanar durante as exposições, fui passeando pelos telescópios montados no local apreciando a sua grande variedade e principalmente as suas vistas. A "colecção" de telescópios e equipamento da Atalaia é deveras impressionante, mas mais impressionante é a disponibilidade e o altruísmo dos seus donos, algo que cada vez mais é raro seja em actividade for.

Marte nasceu e passou a ser o alvo de todas as atenções, tanto porque a Lua ainda com mais de 70% de fase iluminada também não permitia grande escolha. Observei através de diversos telescópios com aberturas desde os 6cm até aos 38cm, verificando em todos eles que a calote polar está a desaparecer a olhos vistos, mesmo no 6cm era possível observar diversas marcas de albedo sem grandes dificuldades.
Também se deu uma olhada nos mais bem longíquos Urano e Neptuno em que foi possível ver algumas das suas luas (com os telescópios de 15").

A Lua também ficou muito interessante especialmente quando observada através de um binoviewer de microscópio adaptado ao porta oculares 1.25". A visão estereoscópica dá realmente a uma boa sensação de imersão, quase 3D, isto apesar de pessoalmente ter tido alguma dificuldade em juntar as duas imagens.

Outra coisa que experimentei foi essencialmente o contrário, ou seja, uma pala (tipo pirata) para tapar o olho não observador para não ser necessário fechar o olho resultando numa notória diminuição do stress. Em Marte o resultado foi imediato - muito máis rápida e confortável a observação de detalhe. Acessório simples, barato e eficaz.

Durante toda a noite houve meteoros esporádicos de grande brilho (magnitudes negativas) ecom velocidade média/grande, tendo-se observado alguns deles a desfazer e deixar longos rastros. Não havendo nenhuma chuva em especial talvez se tratassem de meteoros antihélicos que têm origem nos asteroides (mais riginhos) - dai se calhar o seu intenso brilho.
Também curioso foi um satélite que passou muito vagarosamente perto de Marte, que piscava de vez em quando talvez devido ao seu movimento de rotação, ainda entretendo o pessoal uns bons dez minutos.

Todas as fotos abaixo foram expostas em filme Kodak Royal Supra 400. Ainda tenho uns restos deste filme para ir praticando, O vermelho está praticamente ausente das nebulosas e o grão também podia ser melhor.

Não tendo por enquanto hipótese de dar uma ajuda na guiagem (seria necessário outro telescópio na montagem), o resultado final é sempre uma incógnita e geralmente pouco satisfatório, porque apesar da montagem tivesse seguido bem uma estrela no merididano, basta uma pequena falta de balanço para o motor ter mais dificuldades no seguimento. A focagem foi a olhómetro.

M8 e M20
M8 e M20
Exposição de 5 minutos em foco primário 380mm a f/6.3.
Fotografia não foi guiada e nota-se...
(clique na imagem - click on the image)

 

M6
M6
Exposição de 5 minutos em foco primário 380mm a f/6.3.
Fotografia não foi guiada e nota-se...novamente.
M6 já estava muito baixo e bastante afectado pelo briho do horizonte, dai as cores das estrelas terem ficado um pouco pálidas.
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M4, Antares e o avião
M4, Antares e o avião
Exposição de 6 minutos em foco primário 380mm a f/6.3.
Fotografia não guiada, Aqui a montagem já se portou melhor.
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M13
M13
Exposição de 7 minutos em foco primário 380mm a f/6.3.
Fotografia não guiada.
A meu ver foi a foto da noite


Capuchos VIII
Conjunção de Marte e Lua em pleno dia

2003.07.17
Capuchos - Leiria
Dia - Sol a 30º de altitude.
Takahashi FC-60 60mm f/8.3 (500mm) e montagem Sky Patrol II, Televue Radian 14mm (36x 101') e Canon G1 com adaptador.

Depois de ter visto a impressionante conjunção deste par perto da 1 da manhã, fui ver por onde andariam estes dois perto das 9 da manhã antes de ir trabalhar.
Nunca tinha experimentado ver um planeta em pleno dia já com o Sol tão alto, mas estas conjunções diurnas da a Lua dão oportunidade de encontrar visualmente outros astros que com a magnificação suficiente se tornam visíveis em pleno luz do dia.
Marte, estando a cerca de meio grau da Lua e com quase -2 de magnitude, foi facilmente localizado embora ambos os planetas já estivessem abaixo dos 10 graus de altitude. Nada como uma conjunçãozinha logo pela a manhã...

Marte e Lua em pleno dia (9:10 local)
Marte e Lua em pleno dia (9:10 local)
A fase de ambos os planetas era bastante similar, notando-se ainda a calote polar em Marte, embora o resto da superfície se apresentasse toda branca.



Barragem da Póvoa - Castelo de Vide

2003.07.05
Barragem da Póvoa
Magnitude ~6. Céu limpo mas com neblinas parao fim da noite. Iluminação pública e automóvel.
Takahashi FC-60 60mm f/8.3 montagem Sky Patrol II. Nikon FM2 50mm f/4 e Olympus OM1 com 200mm f/5..

Todas as fotos exposta em filme Kodak Royal Supra 400 professional. É notória a quase completa falta de sensibilidade ao vermelho - é completamente inútil nas nebulosas de emissão.
Esta sessão fotográfica não correu lá muito bem, tendo várias fotos sido estragadas por luzes de automóveis, e outras por desequilíbrio da montagem e outras por falta de paciência em alinhar correctamente. de 10 fotos só se safaram as abaixo. Enfim, melhores noites virão...

M8 e M20
M8 e M20
Exposição de 30 minutos com objectiva de 200mm a f/5.
A sombra à direita é de uma àrvore. Pena o filme não ser muito sensível ao vermelho, nem o seguimento manual não ter sido lá muito perfeito.
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Via Láctea na zona de Sagitário e Escudo
Via Láctea na zona de Sagitário e Escudo
Exposição de 20 minutos com objectiva zoom (barata) em 35mm a f/4.
Ainda levou um flashada (à esquerda) antes de ter tempo de tapar a objectiva.
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Marte, Urano, Neptuno e Helix
Marte, Urano, Neptuno e Helix
Exposição de 30 minutos com objectiva de 50mm a f/4.
Esta foto é uma espécie de"Onde está o Wally ?". Com um bocado paciência é possível identificar os poucos pixeis captados de cada um dos objectos. Marte é fácil...
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