Agosto 2003

Barragem de Belver
Ocaso lunar

2003.08.30
Barragem de Belver
20:00 TU.
Takahashi FC-60 60mm f/8.3 (500mm) e montagem Sky Patrol II, Televue Radian 14mm (36x 101') e Canon G1 com adaptador.

Ocaso lunar
Ocaso lunar
Tak FC-60 + Canon G1 35mm 2s a f/2.5


Pátio 126

2003.08.28
Pátio (Leiria 39.75N 8.82W alt:60m)
10:30-00:30 TU.
Dobson Newtoniano Brightstar Spacewalker 200mm f/6, Televue Powermate 2.5x, Toucam pro. Canon G1

Raios Crepusculares
Raios Crepusculares
Canon G1 150mm 1/500s a f/2.5

Marte em Oposição

Pelas 19:00, Marte fazia uma linha recta com a Terra e o Sol. De hoje para ontem a distância aumentou 10471 km para 0,37278 u.a (55767093 km)

As imagens de Marte abaixo foram registadas 18 horas antes da oposição

Marte 22:23-- e 23:52-- TU Marte 22:23-- e 23:52-- TU
Marte 22:23-- e 23:52-- TU
Dob 20cm + Powermate 2.5x (f/15)
A imagem da esquerda tem 100 frames e a direita somente 13 escolhidas manualmente empilhadas com o Registax 1.1.
A noite esteve limpa mas com muita turbulência.

 

Urano em Oposição

No dia 24, também Úrano se encontrava em oposição, estando a 19,01917 u.a (2,845,227,321 kms), sim, quase 3 mil milhões de quilómetros!, o tamanho esse é de apenas 3,68". Não é o tamanho da foto mas sim a distância que impressiona.

Urano 23:43-- TU
Urano 23:43-- TU
Dob 20cm + Powermate 2.5x (f/15)
6 frames escolhidas manualmente empilhadas com o Registax 1.1.
Apenas 6 fotogramas utilizáveis em 300 diz um pouco como estava a turbulência



Pátio 125
Marte no Perigeu

2003.08.27
Pátio (Leiria 39.75N 8.82W alt:60m)
22:30-00:30 TU.
Dobson Newtoniano Brightstar Spacewalker 200mm f/6, Televue Powermate 2.5x e 5x, Toucam pro

Pelas 11:55 Marte encontrava-se no ponto mais próximo da Terra desde há cerca 60000 anos. Embora seja uma aproximação bastante favorável estando a apenas 0,37271 u.a (55,756,622 km) resultando num tamanho aparente de 25,11".
A diferença entre estas e outras oposições perihélicas é quase mínima - apenas é um bom título para a Imprensa e uma boa oportunidade para as pessoas olharem um pouco para o Céu. A oposição será amanhã (28) pelas 19:00.

As imagens de Marte abaixo foram registadas 12 horas antes do perigeu,

Marte 23:40-- e 00:09 TU Marte 23:40-- e 00:09 TU
Marte 23:40-- e 00:09 TU
Dob 20cm + Powermate 2.5x (f/15)
A imagem da esquerda tem 120 frames e a direita somente 240 escolhidas manualmente empilhadas com o Registax 1.1.
A noite esteve limpa mas com muita turbulência.

Marte 00:05 TU
Marte 00:05 TU
Dob 20cm + Powermate 5(.6)x (~f/34)
Somente 8 escolhidas manualmente empilhadas com o Registax 1.1.
Ás 8 horas é um grão de poeira no CCD


Capuchos IX
Pilar Solar e Falso Sol

2003.08.26
Capuchos - Leiria
19:00-19:35 TU.
Canon G1

 

Pilar Solar
Pilar Solar
Canon G1 150mm 1/320s a f/2.5
Este pilar solar foi especialmente intenso

Sol Falso
Sol Falso
Canon G1 150mm 1/125s a f/2.5
O pilar desenvolveu-se até ficar a parte de cima ficar destacada, assemelhando-se ao próprio Sol


Pátio 124
Marte

2003.08.25
Pátio (Leiria 39.75N 8.82W alt:60m)
10:30-00:30++ TU.
Dobson Newtoniano Brightstar Spacewalker 200mm f/6, Takahashi FC-60 60mm f/8.33 (500mm), Televue Powermate 2.5x e 5x, Toucam pro.

Depois de ter jurado a mim próprio não usar o dob para fazer imagens com a webcam, não consegui resistir :). Mesmo com o céu bem nublado, foi por vezes possível apontar e focar em abertas maiores e sacar uns fugidios AVIs - com montagem dobsoniana, tudo o que vem à rede é peixe. A imagem do 20cm é no máximo sofrível, mas por outro lado a do 60mm é no mínimo curiosa - pois com uma hiper-amostragem de 5x a resolução teórica de um 60mm (1.9") o detalhe não deixa de ser interessante nem revelador - muito equivalente ao observado visualmente com um 15 ou 20 cm a mais de 200x.

A olho nú, Marte está realmente grandioso, sendo mesmo impossível de o ignorar, pois toda gente me pergunta "que estrela brilhante é aquela". Muitos vizinhos vieram curiosos dar uma espreitadela no dob 20cm, telescópio com aspecto para eles algo bizarro. A nagler zoom parece ser bastante amigável no que diz respeito à utilização, pois ninguém (sem óculos) até agora teve dificuldade a observar por ela.

Marte 00:11 e 11:08 TU Marte 00:11 e 11:08 TU
Marte 00:11 e 11:08 TU
Tak FC60 + powermate 5x (f/45) e Dob 20cm + Powermate 2.5x (f/15)
Cada imagem com 20 frames escolhidas manualmente empilhadas com o Registax 1.1.
Turbulência QB.

 

Equipamento e local
Equipamento e local
Usando a powermate 5x, o Tak FC60 com fica com mais 2.5 metros de distância focal resultando numa imagem de Marte com cerca de 62 pixels (2.5 por segundo de arco).
A colocação do planeta no campo CCD é trabalhosa, mas usando uma ocular de grande magnificação (nagler zoom neste caso) já dá pelo menos para colocar o planeta na vizinhança.
Foto tirada na sessão de aquisição de imagem


Pulo do Lobo II

2003.08.24
Pulo do Lobo - Serpa
03:00-03:30++ TU.
Takahashi FC-60 60mm f/8.33 (500mm), Televue Powermate 5x, Toucam pro.

Mais uma expedição aos céus escuros alentejanos em Pulo do Lobo no Parque Natural do Guadiana, junto a Serpa.

O dia começou com um almoço numa aldeia chamada Amieira a 10 kms de Portel, e já aí éramos mais de uma dúzia.
O dia ainda parecia muito sorridente, mas à medida que íamos descendo para Serpa começava-se a notar um aumento de nebulosidade que eventualmente cobriu grande parte do Céu, mas ainda deu para tirar a minha habitual foto diária ao Sol.
Depois de instalados na Pensão Serpínia (recomendada), alguns do grupo foram às compras para o costumeiro "Petisco Crepuscular", enquanto outros passaram o tempo na conversa e a refrescar.
Ao fim da tarde fomos todos até a um monte onde se encontra o mais antigo laborátorio de erosão da Europa, onde são feitos estudos do solo e formas de utilização tendo em conta a sua preservação . Os cientistas (a Zé e o ??) proporcionaram uma interessante visita guiadada tanto às instalações, como às experiências montadas no campo - o pessoal retribuiu convidado-os a se juntaram a nós à noite para olhar para o Céu.

Depois desta inesperada "visita de estudo", fomos para o local de observação onde já o Sol se tinha posto de uma forma espectacular, se começou imediatamente a montar os telescópios. A "colecção" era numerosa e variada, desde refractores de 60 a 100mm, reflectores de 100 a 450mm e 1 mak de 180mm, totalizando uma dúzia de telescópios.
Como já tinha referido, as condições meteorológicas não estavam famosas, mas ao olhar para AVI animado que Rui trouxe da Net havia esperança de algumas abertas, e assim foi.
Mesmo no ínicio da noite, numa boa aberta (10:30), visitei diversos objectos para avaliar como estava a transparência e naquela aberta estava excelente, podendo observar sem dificuldade estrelas de magnitude inferior a 13 na área da M57. Durante toda a noite foi assim, havendo alguns períodos de quase completo encobrimento, mas aparecia sempre algum quadrante aparentemente livre de nuvens.

Mas não seriam as nuvens que fariam desistir, durante toda a noite todos nós e os telescópios estivemos ocupados, havendo por vezes até fila nalguns! Uns dedicaram-se à observação visual e outros à astrofografia de filme e CCD.
Estas "expedições" são sempre de dia inteiro, desde os preparativos com a ansiedade da antecipação até ao final de festa no dia seguinte com satisfação de uma noite bem passada, a noite, embora essencial é apenas uma das partes.

Das vistas que mais impressionaram foi a Veil no Obsession 18" com filtro OIII e o planeta Marte no Mak de 7" a 200 e tal x com filtro laranja (superfície) e violeta escuro (calote e nuvens) o detalhe em ambos os casos foi o melhor que observei até há data.

Da minha lista de memória - os objectos por mim observados com a ajuda do Bright Star Atlas (Tirion, Skiff)foram os seguintes - Em Andrómeda M31,M32,M110 (todos presentes na pan 24mm) e a NGC 7662 "Snowball", Em triângulo a M33 e o enx. aberto NGC 752. Em Pegaso foram o M15 (um dos meus preferidos em todas as aberturas) e galáxia NGC 7331, baixando a Aquário onde se encontra em visita Marte, estava o globular M2, a Hélix e a Saturn Nebula (ambas bastante observadas e em várias aberturas). Tendo em conta as inconstantes situações meteorólgivas locais, foi uma boa barrigada.
A noite para mim acabou com a primeira vista de Saturno desta temporada, que já estava bem alto depois das 4 da manhã. Ainda fiz uns AVIs de Marte com o 60mm, mas na altura estava um pouco nublado na área de Marte.
No final de contas até foi uma boa noite de observação. No dia seguinte e a caminho de casa parou-se para festejar com o habitual javali.

Ver fotos e mais relatos aqui http://www.atalaia.org/

Marte 03:36 e 03:38 TU Marte 03:36 e 03:38 TU
Marte 03:36 e 03:38 TU
Tak FC60 + powermate 5x (f/45)
25 e 20 frames escolhidas manualmente empilhadas com o Registax 1.1.
Muita turbulência causada por nuvens, perdendo também alguma da pouca luz recebida


Pátio 123
Marte

2003.08.19
Pátio (Leiria 39.75N 8.82W alt:60m)
11:30-01:00++ TU.
Canon G1 e Dobson Newtoniano Brightstar Spacewalker 200mm f/6com Quickfinder, Takahashi FC-60 60mm f/8.33 (500mm), Televue Powermate 2.5x e 5x, Toucam pro.

Finalmente arranjei um computador portátil para também fazer uns bonecos dos planetas e outras coisa brilhantes. Após 2 dias de quase total "blackout" nebuloso, lá apareceu uma surpreendente aberta para testar o novo brinquedo. Que mais senão Marte como primeiro alvo escolhido.
Para começar usei o Tak 60mm na Sky Patrol, pois uma montagem motorizada é sempre uma benção - tem-se tempo para tudo - centrar, focar, matar melgas e esperar. Já com o dob a história é outra, a colocação do planeta no campo do CCD é um verdadeiro teste à paciência - embora seja relativamente fácil seguir objectos a 300-400x visualmente, com a webcam, (o meu) dob é um verdadeiro patareco saltitante, e matar melgas está completamente fora de questão :)
Já em f/15 (com a powermate 2.5x) o planeta cruzava o campo em 20 segundos, sendo necessário repetir esta "via sacra "diversas vezes só para focar.
Depois desta experiência traumatizante, nem sequer me atrevi a usar a powermate 5x...

Abaixo estão os resultados de dois dos 20 AVIs da sessão (4 gigas!), a pilha e processamento foi automático no Registax ajustando depois os canais RGB, seguido de uma série de unsharps, gaussian blurs, nivelação e equilíbrio de cores no PS7, sem qualquer redimensionamento.

Marte 23:31 e 23:28 TU Marte 23:31 e 23:28 TU
Marte 23:31 e 23:28 TU
Tak FC60 + powermate 5x (f/45)
20 e 100 frames escolhidas manualmente empilhadas com o Registax respectivamente.
Tendo em conta os 60mm de abertura, até se consegue observar em traços gerais das marcas de albedo.
A pm 5x parece que magnifica um bocado mais do que o anuncia

 

Marte 00:01+ TU
Marte 00:01+ TU
Dob 20cm + Powermate 2.5x (f/15)
120 frames empilhadas com o Registax
A diferença de resolução de 6 para 20cm é notória, só é pena ser um dobsoniano, o que torna a obtenção de imagens com comprimentos focais grandes um desafio


Pátio 122
Lua Laranja e Marte afocal

2003.08.11
Pátio (Leiria 39.75N 8.82W alt:60m)
19:30-23:30++ TU.
Canon G1 eDobson Newtoniano Brightstar de 20cm f/6 com Quickfinder, Radian (86x 42'), Nagler 9mm type6 (133x 37')

 

Lua cheia laranja
Lua cheia laranja
Canon G1 150mm 1/25s a f/2.5
As cinza em suspensão ainda se fazem notar

 

Leiria e a Lua Cheia
Leiria e a Lua Cheia
Canon G1 35mm 2s a f/2.0
Leiria

 

Marte Afocal 23:43 TU
Marte Afocal 23:43 TU
Canon G1 35mm 4x 1/15s a f/2.0
4 fotos tiradas com dob 20cm a 200x - empilhadas no registax.
Embora não seja nada prático e nem se tenha grandes resultados quando comparado com webcams, não resisti tirar umas fotos (à mão) a Marte que de vez dava imagens nítidas em alguns momentos de pouca turbulência.
A altitude e condições atmosféricas não ajudaram muito - pois via-se bem melhor do que ficou a foto.


Pátio 121
Raios Crepusculares

2003.08.07
Pátio (Leiria 39.75N 8.82W alt:60m)
19:30-21:00++ TU.
Canon G1

 

Raios Crepusculares
Raios Crepusculares
Canon G1 100mm 1/250s a f/2.5
Os raios crepusculares são visíveis quando existem nuvens irregulares, passando os raios do Sol pelos os buracos, sendo salientados pela presença de poeira ou cinzas neste caso.

 

Raios Crepusculares
Raios Crepusculares
Canon G1 100mm 1/250s a f/2.5