Maio 2004
25/05/2004
Local:Pátio (Leiria 39.75N 8.82W alt:60m)

M13 e Albireo

Noite aberta, mas já com um crescente lunar bem acentuado e pouca transparência devido a neblinas altas, estas condições permitiam apenas um céu com magnitude visual que não ultrapassava de 4.
A tradicional "maldição" de ceú encoberto parece também se aplicar ao equipamento de imagem - ainda não consegui ter uma única noite sob céu escuro...
Mas para ir treinando tanto a aquisição como o processamento de imagens a cores, decidi tentar pela a primeira vez fotografar o tradicional globular M13 em Hércules usando a DSLR (Digital Single Reflex Lens) Nikon D70 e o Taka FC-60.

Os enxames globulares são objectos relativamente fáceis de capturar, necessitando de relativo pouco tempo de exposição para revelarem a sua natureza. A maior dificuldade é até mesmo o excesso de exposição, podendo ficar o núcleo "queimado" e também as estrelas saturarem, perdendo assim as suas cores.
Depois de alguns testes cheguei ao valor de 120 segundos por exposição a ISO 800, que era um bom equilíbrio entre o ruído, seguimento, rácio focal, condições atmosféricas e locais, e por fim a imagem obtida.

Uma das primeiras dificuldades é a focagem propriamente dita, que à semelhança dos CCDs refrigerados é necessário esperar algum tempo pela imagem (embora por razões diferentes).
Com a Nikon usando o controlo remoto com o portátil é operação para durar no mínimo 10 segundos para cada imagem em jpeg na maior compressão (cerca de 700Kb cada) sendo depois necessário analisar a focagem no écrã com qualquer programa de gráficos. O TFT da câmara é praticamente inútil para avaliar correctamente a focagem porque o "zoom" de visualização é demasiado pequeno.
Neste aspecto as webcams deixaram-me mal habituado, pois a imagem surge praticamente em contínuo sendo de longe bem menos penosa a sua focagem.

De seguida faz-se umas exposições para verificar se a montagem está equilibrada, e logo após é iniciada a tediosa tarefa de cronometrar as diversas exposições, para a qual estou a utilizar preguiçosamente o relógio "analógico" do Windows. Infelizmente o controlo remoto por USB apenas permite exposições até 30 segundos, tendo-se que usar o controlo remoto de infra vermelhos para abrir e fechar o obturador para exposições com maior duração.

O processamento da imagem é praticamente todo feito usando o IRIS do Christian Buil (http://www.astrosurf.com/buil) que apesar do interface de utilizador pouco ortodoxo é um programa com bastante funcionalidades para tratar imagens de 48 bits de grande formato.
É possível converter, calibrar, registar e acumular imagens RGB 48 bits com meia dúzia de comandos. A quantidade de espaço que necessita pode-se considerar enorme : para 10 imagens é necessário pelo menos 2 gigabytes! e de pelo menos uma boa meia hora até chegar à imagem final pré-processada (Pentium 933 MHz 512M mem) .

A imagem abaixo embora de pouca profundidade, pelo menos ainda ficaram alguma das cores das estrelas, não sendo comparável nestes aspectos a outra imagem de M13 que fiz com a ATIK-1HS precisamente com o mesmo telescópio e praticamente nas mesmas condições. A webcam é definitivamente bem mais sensível, mas os 2 graus por 1 grau e meio de campo que CCD da D70 disponibiliza (na distância focal utilizada) são realmente imbatíveis para enquadrar e dar contexto aos objectos capturados.

A imagem abaixo chega a magnitude estelar perto de 16, que considero deveras impressionante para apenas 60mm e uma câmara digital a cores sob este céu.
A galáxia espiral NGC 6207 no canto inferior esquerdo foi um inesperado bónus, que embora pequena tem um brilho de superfície bastante alto.

M13 and Albireo

Clear sky, but a grown lunar crescent and some high haze giving all a no more than 4 visual magnitude sky.
The traditional "curse" must also applies to sensors, I've yet to have a dark clear night...
But for practicing was enough, so I decided to image the also traditional M13 using the D70 and the Tak FC-60
The globular clusters are a relative easy target to capture, need little exposure time to reveal their true nature. The major dificulty his the excess esposure, that may "burn2 the center and the star's colors.
After some testing I've set the 120 second at 800 ISO, wich seemed a good balance betwen noise, guiding, focal ratio, sky conditions.

One first and hard step is focusing, like with cooled CCDs do take some time to get the image (but for diferent reasons).
Using the remote Capture it takes at least 10 seconds to see the image at jpeg highest compression (usually 700K each) . The camera's TFT is useless to evalute focus, because the zoom it's very low.
At this aspect, the webcam is quite more convenient with continuous and instant image feedback.

Next, made some longer exposures to verify the mount balance and tracking, follow up by a tedious task of measuring the time of wicht frame with the "Windows" "analog" clock (I've to get a photo lab timer). Unfortunely you can't use the capture software with the bulb mode, so have to use the remote IR. For the "mode3" the mem card must also be used, because with remote capture mode (PPT) if you turn off the camera you'll lose the image.

The processing was pratically all done using Christian Buil's IRIS (http://www.astrosurf.com/buil), despite the peculiar way of file handling it's a application with all functions to process 48 bits images from RAW to final output. It's possible to convert raw files, calibrate, register , stack, color calibration, dpp with just a few steps. To process 10 images it took almost 2 gigabytes and at least an half an hour of processing (Pentium 933 MHz 512M mem)

Despite the low deepness, the image retaiined some of the stars colors, but not comparable other image of M13 made with a ATIK-1HS, exactly with the same setup and conditions. The webcam it's definitly more sensitive, but 2 by 1.5 degrees offered by D70's CCD (with this setup) are unbeatable context.

The below imagem reach stellar magnitude 16, wich I consider impressive for just 60mm and a digital color camera at a 4 mag sky. The spiral galaxy NGC 6207 was an unexpected bonus, despite it's relative high surface brightness.

M13 e NGC 6207
Takahashi FC60 60mm f/10.7 (640mm)
10x120 seg. iso 800 (mode3)
(clique na imagem - click on the image)

 

Beta Cygni - Albireo
Takahashi FC60 60mm f/10.7 (640mm)
60 seg. iso 200 (mode3)



15/05/2004
Local: Leiria
Equipamento: Nikon D70

Cometa C/2001 Q4 NEAT

Cometa C/2001 Q4 NEAT & M44 - 21:00 UT
Takahashi FC60 f/8.3 (500mm)
1x120 seg. iso 400

 

Cometa C/2001 Q4 NEAT 21:00 UT
Takahashi FC60 f/8.3 (500mm)1x120 seg. iso 400

 

Cometa C/2001 Q4 NEAT 21:28 UT
Takahashi FC60 f/8.3 (500mm)1x120 seg. iso 400

 

Equipamento
Takahashi FC60 f/8.3 (500mm), Takahashi P2Z, Berlebach, Nikon D70



11/05/2004
Local: Leiria
Equipamento: Nikon D70

Cometa C/2001 Q4 NEAT

Cometa C/2001 Q4 NEAT 20:23 UT
Takahashi FC60 f/6 (360mm)11x30 + 4x60 seg. iso 1600

 

Cometa C/2001 Q4 NEAT 20:31-36 UT
Takahashi FC60 f/6 (360mm)4x60 seg. iso 1600



08/05/2004
Local: Leiria
Equipamento: Nikon D70

Cometa C/2001 Q4 NEAT

Embora com muitas nuvens altas, ainda foi possível fotografar este cometa mesmo com as luzes da cidade de Leiria quase por baixo.

Even with high clouds, it was possible to photograph the comet above the my hometown city lights , Leiria.

Cometa C/2001 Q4 NEAT 20:36 UT
Nikon D70 50mm f/4 30 seg. iso 1000



07/05/2004
Local:S.Pedro de Moel
Equipamento: Nikon D70, Fujinon FMT-SX 7x50

Cometa C/2001 Q4 NEAT

Fim de tarde no miradouro da praia de S. Pedro de Moel para tentar registar um dos mais brilhantes cometas dos últimos tempos.
O cometa foi visível a olho a nu estando bastante perto da alfa do Unicórnio, sendo possível observá-lo no binóculo mesmo antes do crepúsculo náutico.
Não apresenta uma grande cauda, mas tem no entanto tem uma coma de grande dimensão e muito brilhante. Comparando com a alfa de Unicórnio, custa a crer que o cometa tivesse a magnitude estimada de 0.9. Mesmo desfocando a Procyon de 0.4 magnitude (os Fujinon como tem foco individual para cada olho são bastante jeitosos para estas estimativas), o cometa era notóriamente mais ténue. Não lhe daria mais de 2.5-3 de magnitude integrada. De qualquer modo é um dos mais brilhantes depois do Ikeya-Zang em 2002.

End of the at a nearby beach S. Pedro de Moel, Leiria, to try to capture one season's brightest comets . The comet was visible with naked eye, veruy close to alpha monocerotis, and was visible with 7x50 binoculars even before de nautical twilight.
It has a very short, but fat tail, and a huge and bright coma. Comparing with alpha monocerotis, it was quite hard to believe on the skymap's estimated magnitute of 0.9. Even defocusing Procyon with 0.4 (the Fujinons has individual focus wich is handy to make brightness estimatives) the comet was more tenuous. I whould give 2.5-3 magnitude . Anyway it is the brighest comet I've observed since 2002 Ikeya-Zang.

Farol
Nikon D70 50mm f/4 8 seg. iso 200
Ok estava a estrear a Nikon - a foto saiu assim da máquina
Ok, I was testing the Nikon - photo untouched, just croped

 

Vénus
Nikon D70 50mm f/4 8 seg. iso 200
Uma "estrela" toda farfalhuda
A "hairy" star

 

Cometa C/2001 Q4 NEAT 20:33 UT
Nikon D70 50mm f/4 15 seg. iso 200
Com apenas 15 segundos o cometa já revelava as suas características: coma e uma pequena cauda
With just 15 second exposure could notice the coma a hints of the tail

 

Cometa C/2001 Q4 NEAT 21:30 UT
Nikon D70 50mm f/4 8x30 seg. iso 1600

 

Cometa C/2001 Q4 NEAT 20:47 UT
Nikon D70 zoom 80mm f/5.6 10x30 seg. iso 1000
As fotos foram empilhadas centradas na coma do cometa, e embora não tenham passado muito mais de cinco minutos nesta série de fotos, é bem notório o movimento do cometa em relação às estrelas.
The photos were stacked centered on the coma. Even this series only lasted 5 minutes or so, you can notice the comet's movement relative to the stars.