Atalaia XVI
Atalaia, Saturnos e AVIs...
2004.11.20
Atalaia (Montijo 38º44N 8º48W)
Foi uma noite com pouca variedade de objectos para observar, mas que mais uma vez não impediu que muitos se juntassem mais uma vez sob um céu com luar, nuvens e bastante frio (chegou à temperatura de apenas 1 grau celsius).
Durante toda a noite assistiu-se à passagem do remoinho de nuvens sobre o local, mas que por vezes libertava por longos momentos algumas partes do céu, nomeadamente a Lua e o planeta Saturno. A turbulência não foi tão grande como nas últimas semanas, tendo até melhorado notoriamente ao longo da noite. Não estiveram muitos telescópios, mas estiveram dos bons. Os Maks estavam bem representados, havendo exemplares desde 5.5" até 7", dois refractores apo de 90mm e 130mm, dois newtonianos dob de 8" e 15" e provavelmente outros mais que não tive oportunidade de reparar.
Os alvos preferenciais foram Saturno, Lua (sombras dos picos na Plato e a rima nos vales alpinos), o trapézio em Orion em que todos os telescópios mostraram 6 estrelas, entre outros.
A meio da noite o Gregório e o Rola tiveram a excelente ideia de ter trazido café e chá quente, acompanhados com bolachas, que souberam bastante bem, assim com algumas horas antes o famoso "abafadinho" ribatejano.
Fazendo um trocadilho com o conhecido genérico cinematográfico, Saturno parecia mesmo mentira... Não me lembro de observar uma imagem directa tão recortada e perfeita de _qualquer_ planeta. Mas o que mais me impressionou não foi propriamente o poder observar seja lá o que for a 1000x num Obsession de 15" sem qualquer perda (come é habitual), ou até conseguir observar sem dificuldade a divisão de Encke, mas sim a perfeição com que a divisão de Cassini se desenhava à volta dos anéis, com uma fineza quase capilar, que de resto apenas era mais um detalhes visíveis numa visão quase a raiar a de uma sonda inter-planetária. O nevoeiro que lentamente se ia formando propícia estas condições de calmia fora de série.
Apesar de ainda se encontrar a pouco menos de dois meses da sua oposição (14/01/2005) não irá "crescer" de tamanho aparente muito mais e deverá ser dificíl ultrapassar em qualidade esta observação. Foi um momento raro.
Ver também em Atalaia.org com mais imagens e relatos.
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| Saturno 20041121 02:45 UT Takahashi SKY90 f/41 (3720mm)+Toucam 0.31"40% Takahashi P2Z exp: 2' (1/5"x600) |
Pousados II
2004.11.13
Pousados
- Alcanede
Mais uma vez desloquei-me a Pousados, perto de Alcanena, onde também esteve o Mário Santiago e o dono da casa, Pedro Mota.
O pomar do seu Mota até nem é nada mau local oferecendo uma magnitude zenital limite superior a 5, sendo já possível observar facilmente a Via Láctea de ponta a ponta. Mas de 15 graus para baixo do horizonte é para esquecer e em alguns azimutes ainda tem que subir um bocado mais para evitar os globos de luz das populações vizinhas. Também não ajudou a turbulência que foi bastante acentuada nesta sessão, assim como o vento que soprava com frequentes rabanadas, tornando a focagem um enorme desafio, (tipicamente demorava um quarto de hora para uma focagem mínimamente aceitável e para cada objecto). Houve um registo que foi para o lixo - o enxame globular M79 em Lebre (Lepus).
Iniciei a noite com dois objectos algo inadequados para registar nestas condições - as galáxias M77 em Baleia (Cetus) e a extremamente ténue M74 em Peixes. Nenhuma delas ficou com o tempo de exposição mínimo necessário, que aliás até o tiveram, mas a turbulência, o vento e uma cabeçada de um rafeiro :), fez perder mais 50% das subexposições o que foi pena.
A M74 fez juz à sua fama de galáxia "terrible" fazendo perder cerca de meia hora apenas para a colocar no campo do CCD. Visualmente foi absolutamente indetectável, pois este objecto requere céus mais escuros e talvez um pouco mais de abertura, tendo sido obrigado a fazer "star-hopping" usando estrelas de magnitude 10 - não foi uma tarefa nada agradável para o pescoço, porque usando o redutor/corrector do Takahashi Sky90 não é possível focar usando uma diagonal.
Depois de uma pausa gastronómica (chouriça, febras e o famoso abafadinho do Mário), durante a qual passou uma pequena frente de nuvens, coloquei a Nikon D70 no foco primário e registei o mal jeitoso de tão grande e esparso enxame aberto M44 em Câncer e ainda o populado campo do enxame aberto M35.
A minha noite astrofotográfica terminou no campo da galáxia lenticular NGC 3115 em Sextante, também conhecida por galáxia do Fuso ("Spindle") que por seu lado correu bastante melhor, somando um grande total de 52 sub-exposições aproveitáveis, que apesar da sua relativa baixa altitude beneficiou também da maior calmaria que no fim da noite se fez sentir. Foi a única imagem que ficou vagamente decente. O seu núcleo brilhante e alongado é perfeitamente visível com apenas 90mm e 35x.
Finalmente, coloquei o ExtenderQ no
Takahashi Sky90 e apontei para Júpiter que já se encontrava relativamente alto, descobrindo a sensação de observação não de dentro de um aquário, mas sim de dentro de uma furna. Foi uma noite de uma turbulência memorável - deve ser raro haver pior em céu aberto, mas por outro lado não me lembro de ter passado uma noite com humidade tão incrívelmente baixa - às 6 da manhã não consegui encontrar condensação em nada.
Saturno por outro lado já estava a transitar e deu vistas bem menos aquosas, suportando com alguma paciência 200x-250x.
Por volta das 06:30 estava tudo arrumado e prontos para nos fazer à estrada. Foi uma longa e agradável noite.
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| M74 Takahashi SKY90 f/4.5 (400mm)+ATIK-1HS 2.9" res 60% Takahashi P2Z exp: 24' (24x60") |
Provavelmente o objecto do catálogo de Messier mais complicado de observar através de pequenos telescópios, requerendo céus escuros para não passar de um objecto pontual.
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| M77 Takahashi SKY90 f/4.5 (400mm)+ATIK-1HS 2.9" res 60% Takahashi P2Z exp: 14.5' (29x30") |
Galáxia do tipo "Seyfert", galáxias de núcleo muito activo. Com alguma atenção consegue-se ainda ver uma ténue halo em volta da galáxia.
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| M35 & NGC 2158 Takahashi SKY90 f/4.5 (400mm)+Nikon D70 4,0" res Takahashi P2Z exp: 2' (1x120") iso 400 |
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| M44 Takahashi SKY90 f/4.5 (400mm)+Nikon D70 4,0" res Takahashi P2Z exp: 2' (1x120") iso 400 |
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| M44 Takahashi SKY90 f/4.5 (400mm)+Nikon D70 4,0" res Takahashi P2Z exp: 1' (1x60") iso 400 (clique na imagem - click on the image) |
Pátio 180
E as noitadas continuam..
2004.11.12
Pátio (Leiria 39.75N 8.82W alt:60m)
Continuam as noites escuras aqui por o pátio - e já bem fresquinhas (4.5 graus C).
Esta foi uma sessão descontraída a baixa resolução e pouco tempo de exposição - perde-se mais tempo a encontrar e a focar o objecto do que propriamente a registá-lo.
Determinei que tipicamente que neste céu de magnitude 4 , o tempo máximo de subexposição que se pode fazer sob este céu é de 30 segundos a f/5, 20 segundos a f/4, e em h-alfa permite usar até 120 segundos , mas o ruído térmico da atik 1hs já se começa a fazer notar um bocado, assim como está a chegar aos limites práticos da montagem.
Estas condicionantes limitam o tipo e o número de objectos "fotografáveis", mas não deixa de ser educativo.
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| NGC 457 Takahashi SKY90 f/4 (360mm)+ATIK-1HS 3.2" res 60% Takahashi P2Z exp: 6.6' (20x20") (mag 4) |
NGC 457 situa-se a 2.5 kpc e entre 10 e 30 milhões de anos de idade. É um do mais engraçados enxames abertos, com bastantes alcunhas - "Enxame do ET ("phone home!")", "Enxame da coruja", "Enxame da libélula" etc. É um dos meus favoritos.
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| M35 & NGC 2158 Takahashi SKY90 f/4 (360mm)+ATIK-1HS 3.2" res 60% Takahashi P2Z exp: 2x6.6' (20x20") (mag 4) |
A 2800 anos-luz e 13000 anos-luz respectivamente. Os dois enxames têm a mesma dimensão mas estão separados entre eles 10000 anos-luz. É facilmente detectável com vista desarmada e uma vista impressionante em binóculos ou telescópios a baixa magnificação.
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| NGC 2261 Takahashi SKY90 f/5.6 (500mm)+ATIK-1HS 2.3" res 60% Takahashi P2Z exp: 30' (60x30") |
Situa-se a 2500 anos-luz. Nebulosa brilhante que varia de intensidade e forma conforme a variável R Monocerotis, que por sua vez não é propriamente uma estrela mas sim uma nebulosa "cocoon" em volta de uma nova estrela que a ilumina. É um dos objectos de céu profundo mais dinâmicos. É conhecida por Nebulosa Variável de Hubble, não por a ter sido o descobridor (esse foi o Herschel), mas sim por ter notado que a nebulosa variava. É um dos objectos mais estudados e um bom sítio para descobrir planetas em formação.
Pátio 179
Pequena noitada
2004.11.10
Pátio (Leiria 39.75N 8.82W alt:60m)
Noites escuras por aqui no pátio, que só não excelentes se a turbulência também não fosse grande.
Desta vez decidi experimentar o novo filtro h-alfa da Astronomik (13nm), para ver como se portava sob este céu suburbano que nunca ultrapassa a magnitude 5.
O filtro h-alfa consegue subtrair praticamente toda a luz que não pertença à linha de 656 nm, permitindo conseguir fazer imagens como a abaixo da nebulosa PacMan, NGC 281, sob um céu que sem a utilização deste filtro produz imagens praticamente saturadas (brancas).
Este tipo de objectos exige tempos de sub-exposição muito grandes, com pelo menos 2 minutos, facto que resulta numa grande exigência no equipamento, e bem, na paciência do fotografo.
Neste caso em particular, o registo não correu lá muito bem, com diversos problemas do tipo motor desengrenou ou desequilíbrio da montagem etc, tendo que dividir por muitos AVis as sub-exposições, das quais apenas aproveitei apenas 18 delas com 2 minutos cada - muito pouco tempo - mas bastante aceitável para uma imagem não autoguiada.
O ligeiro desfazamento entre os diversos AVIs fez com que imagem ficasse com dimensões menores que o usual, mas deu para verificar que pelo menos é possível. A cor vermelha púrpura é obviamente falsa, mas adiciona algum dramatismo à cena, mas julgo evidenciar melhor as estruturas presentes.
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| NGC 281 & IC 1590 Takahashi SKY90 f/4.5 (400mm)+ATIK-1HS 2.9" res 80% h-alpha Takahashi P2Z exp: 36' (18x120") |
A nebulosa "Pacman" é uma região HII, que se encontra obscurecida por poeira interestelar (desenhando a boca do pacman). No seu centro encontra-se o IC1590 que é um jovem enxame aberto bastante esparso . A imagem apenas mostra a parte de cima da cabeça do dito personagem lúdico. É possível observar vários glóbulos de Bok - local de formação de estrelas.
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| M103 Takahashi SKY90 f/4.5 (400mm)+ATIK-1HS 2.9" res 60% Takahashi P2Z exp: 9' (18x30") |
Atalaia XV
Grande noitada
2004.11.06
Atalaia (Montijo 38º44N 8º48W)
Mais um inesperado encontro com alguma dimensão na Atalaia, apesar de ter havido grandes dúvidas no que respeita às condições meteorológicas, já se tinha juntado um considerável número de pessoas na tradicional estação de serviço.
O local de observação da Atalaia encontra-se agora organizado por sectores de astrofotografia digital e outro para observação visual e astrofotografia em filme. Ficou curiosa a disposição em linha do sector digital, como que fosse um daqueles "arrays" de telescópios num qualquer deserto.
Esta separação é por vezes necessária devido essencialmente à utilização de computadores portáteis que são fontes de luz que fazem perder ou não deixar adquirir a visão nocturna, isto é, até pelo menos a Lua ou o Sol nascer...
Até às duas da manhã, para além de andar na conversa, deixei o equipamento entretido a registar despreocupadamente "frames" da M78 e nebulosas vizinhas, nas quais está incluída a recentemente famosa (e também recente no que diz respeito à sua visibilidade) nebulosa de McNeil (manter rato sobre imagem para fazer surgir a legenda), e a ir também ao outro lado apreciar dois novíssimos refractores apocromáticos de 140mm da TEC, montados lado a lado numa G11. Pena foi a noite que esteve com bastante turbulência, que não permitiu (pelo menos a mim) atestar a grande qualidade destes instrumentos.
Também a certa altura andei a passear com o
Takahashi Sky90 e uma Nagler 31mm, cuja a combinação resulta num campo de pouco mais de 5 graus a 16x com uma pupila de saída de 5,6mm dando vistas extremamente brilhantes num imenso campo. Fiquei com a impressão que esta ocular está melhor corrigida para relações focais curtas quando comparada com a "irmã" mais pequena, nagler 9mm tipo 6.
O
Takahashi Sky90 tem um novo e confortável "ninho" numa caixa de plástico Pelican (modelo 1520). Com esta caixa, a "sensível" colimação aguentou bem os trambulhões,e em especial as micro vibrações da bagageira do carro. É na minha opinião perfeita, tendo ainda espaço para incluir todos os acessórios ópticos: diagonal 2", extensor, redutores, quickfinder, adaptadores diversos e até uma ocular.
De resto até ao fim da noite estive a registar alguns enxames abertos para juntar à colecção de cromos, objectos estes que não necessitando de céu absolutamente escuro, são ainda especialmente rápidos e pouco exigentes de registar. Terminei a noite observando visualmente Saturno que devido à condensação em praticamente todos os componentes ópticos tive uma vista simplesmente horrível.
Mas apesar da turbulência, a noite teve boa transparência e com relativa pouca humidade, que mesmo com a influência do luar não fez com que os últimos a abandonar o local já o tivessem feito bem após as 05:30 da madrugada.
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| M78 & McNeil 1 Takahashi SKY90 f/5.6 (500mm)+ATIK-1HS 2.3" res 60% Takahashi P2Z exp: 30' (10x60"+10x120") (manter rato sobre a imagem para legendas - keep mouse over the image for labels) |
A nebulosa de McNeil é de reflexão variável cuja a visibilidade aparenta estar relacionada com a a erupção de uma nova estrela nova, ou então o seu "renascimento", sendo esta chamada IRAS 05436-0007. É como se estivesse a escutar os primeiro choros de um bebé...
![]() M34 |
![]() M36 |
![]() M37 |
![]() M38 |
![]() M46 |
![]() M47 |
![]() M93 |
Esta colecção de enxames abertos do catálogo de Messier foram todos registados com mesmo tempo de exposição e processados de maneira semelhante, servindo de bom comparativo das suas dimensões e brilhos relativos. Como é habitual pode-se encontrar no site da Atalaia o habitual relato e muitas imagens.
Pátio 178
Conjunção Júpiter Vénus
2004.11.05
Pátio (Leiria 39.75N 8.82W alt:60m)
Eu não sou nada madrugador, mas esta conjunção muito próxima dos planetas Vénus e Júpiter fez-me acordar às 05:30. Estes planetas na ausência da Lua, e claro do Sol, são usualmente os dois corpos mais brilhantes do nosso sistema solar, prometendo assim um bom espectáculo, pois não é todos os dias que se pode presenciar dois astros tão brilhantes e tão juntos.
A maior aproximação aconteceu às 01:55 TU com 33 minutos de arco tendo respectivamente -1.7 e -4.0 de magnitude, estando ambos ainda bastante abaixo do horizonte, tendo que aguardar quase até ao nascer da alvorada para os poder observar do pátio.
Por cerca das 5 e meia da manhã, os dois planetas já tinham começado a emergir dos telhados dos vizinhos, tendo montado o telescópio numo canto mais desobstruído possível do meu bairro.
Foi melhor espectáculo visual do que fotográfico. Com vista desarmada faziam um impressionante par de pontos de luz deveras bonito emuito pouco usual. Julgo que quem para ele olhasse não deixaria de se fazer notar.
A 54x com a Radian 14mm e taka
Takahashi Sky90 f/9 foi possível ver ambos os planetas confortávelmente separados, que nesta altura já se começavam a distanciar, distando pouco mais de 34 minutos de arco. A magnificação já permitia observar a adiantada fase de Vénus (81%), algumas bandas de Júpiter e os seus 4 principais satélites, com Ganimede e Europa também eles bem juntos (7"). Pena foi a turbulência que foi muito acentuada, tanto de um modo geral como devido à pouca altitude a que foram obervados.
As imagens são testemunho estático e para memória futura, não da destreza fotográfica garantidamente, mas sim da incrível capacidade de adaptação do olho humano a intensidades de brilho tão díspares - por vezes a linearidade dos CCDs não é uma caraterística muito conveniente....
E por último, não menos habitual foi também observar e fotografar a Lua no seu preciso Quarto Minguante (06:53 TU) após a também Lua cheia eclipsada, estando já o céu bem azul.
A título de curiosidade os picos de difracção não são efeitos especiais mais sim o efeito causado pelo o diafragma da objectiva de 50mm. Neste caso tem 14 "picos" por formar um heptágono (7 vértices). Se fosse número par de vértices seria apenas apenas um por cada vértice pois os "picos" ficariam sobrepostos.
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| Vénus & Júpiter Nikon D70 50mm f/4 exp: 8seg. iso 800 |
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| 06:09 UT Takahashi SKY90 f/9 (800mm)+Nikon D70 2" res Takahashi P2Z exp: 10" iso 400 |
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| 06:31 UT câmara: Nikon D70 + 50mm f/9 exp: 6" iso 200 (manter rato sobre a imagem para legendas - keep mouse over the image for labels) |
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| Lua em Quarto Minguante Canon G1 afocal (clique na imagem - click on the image) |






















