Local:Pátio (Leiria 39.75N 8.82W alt:60m)
Cometa ao luar - Moonlight comet
Passaram as nuvens, apareceu a Lua...
O filtro de banda larga LPS ("Light Pollution Suppression") da IDAS pelo menos torna possível conseguir fotografar o céu com a Lua já com tão adiantada fase sem ficar com a imagem completamente saturada. O desvio de cor é no máximo muito ligeiro se sequer perceptível e faz aumentar o contraste em condições de poluição luminosa urbana.
Apesar dos esforços da Lua ainda é visível a fina cauda de iões e a anti-cauda (um efeito de perspectiva).
Todas as imagens processadas com o Iris (apenas registo).
The clouds passed, then appeared the Moon
The broadband IDAS filter LPS ("Light Pollution Suppression") at least becomes possible to obtain images of the sky with the Moon already at so advanced phase without resulting with an image completely saturated. The color shift is at most perceptible and do increase the images contrast in conditions of urban luminous pollution. Despite the efforts of the moonlight is still visible the thin ion tail and the anti-tail (a perspective effect).
All images processed with Iris (register only).
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| Cometa C/2004 Q2 Maccholz - 20041221 21:40-21:52 Takahashi SKY90 f/4.5 (400mm)+Nikon D70 4,0" res Takahashi P2Z exp: 9' (15x60") iso 1000 idas mag 3 Lua (82%) |
A imagem abaixo contém outro cometa. Qual é ?
The image below has another comet. Wich one ?
Bem nenhum :), pelo menos com conhecimento da Humanidade.
Esta área do céu é onde se encontra o enxame Árvore de Natal - NGC 2264, Collinder 112 ou ainda Mellote 49 - que contém a jovem estrela supergigante azul S Monocerotis (a mais brilhante da imagem) que serve de "tronco" a um enxame de forma triangular que faz lembrar uma árvore de natal - embora tivesse sido preferível que a S monocerotis se situa-se no topo ao invés da base que teria sido bastante mais conveniente para a analogia - daria uma estrela de Natal muito mais convincente. De notar que imagem está invertida nos dois eixos, com as inversões de um telescópio reflector.
Este enxame está situada num enorme complexo de formação de estrelas, do qual por razões alheias à minha vontade apenas é evidente uma pequena parte da nebulosa de reflexão. Esse complexo é o que contém a conhecida Nebulosa Cone que por partilha o mesmo NGC visto que "Cone" está precisamente a apontar para o topo da árvore.
Mas a razão da pergunta não foi propriamente para saber que cometa era aquele, mas o que não deve ser confundido com um cometa.
A nebulosa variável de Hubble (NGC 2261) quando observada com pequenas e médias aberturas e baixas magnificações é particularmente semelhante a um cometa (canto superior esquerda da imagem), sendo o talvez o falso cometa que por mais vezes foi "descoberto". Daí a charada :)
Well none:), at least with knowledge of the Humanity.
This area of the sky is where we can find the Christmas's Tree Cluster - NGC 2264, 112 Collinder or yet Mellote 49 - this cluster contains the young blue giant star S Monocerotis (the brigthtest of the image) that is situated at the base of triangular shape open cluster that remember a Christmas's Tree - even so it had been preferable that the S monocerotis was placed in the top instead of the base that would have been more convenient for the analogy - would give a much more convincing Christmas's star. To notice that image is inverted in the two axis, the inversions of a reflector telescope.
This cluster is situated in an enormous complex of star's formation, of which due reasons against my will is only evident a small part of the reflection nebula. This complex is what it contains known the Cone Nebula that shares the same NGC and the "Cone" is precisely pointing to the top of the tree.
But the reason of the question was not to identify the comet , but yes what it shouldn't be confused with one.
The Hubble's Variable Nebula (NGC 2261) when observed using small or medium aperture and low magnification is particularly similar to a comet (image's top left), being perhaps the false comet that for more times "was discovered". So this little riddle:)
A Espada de Orion - Orion's Sword
A espada de Orion é onde está situada a famosa M42 e M43, sendo fácilmente visível mesmo em céus moderadamente poluídos. Para além das atrás escritas,- existem outras nebulosas de emissão e reflexão e enxames associados que se espalham pelos quase dois graus da imagem abaixo.
Começando pelo topo começamos pelo o enxame aberto 1981 com cerca de 20 membros e quase meio grau de tamanho, seguindo pelas nebulosasde emissão e reflexão NGC 1973-5, sendo a primeira associada com a variável KX Orionis. Descendo um pouco mais temos a nebulosa e enxame associado NGC 1977.
Estas três nebulosas juntas dão forma a uma nebulosa conhecida por "homem corredor" ("running man"), que se assemelha a uma silhueta de um homem a correr (com os braços abertos) causada por poeiras na fronteira entre as nebulosas.
Passando pelas M42/M43 temos a parte destacada da M42 correspondente ao enxame/nebulosa de emissão NGC 1980 que contém a estrela mais brilhante da imagem, a Iota Orionis - uma gigante azul a debitar 12000 vezes a luz do Sol.
Starting from the top we have the o open cluster 1981 with about 20 members and almost half degree size, followed by the emission and reflection nebulas NGC 1973-5, being the first one associated with 0 variable KX Orionis. Just below we have the nebula and associated open cluster NGC 1977. These three nebulas give form to a nebula known as "running man" , that it is resembled to a silhouette of a man to run (with the open arms) caused by dust on the borders between nebulas.
Passing over the M42/M43 we have the detached part of the corresponding M42 to the cluster/emission nebula NGC 1980 that contains the brightest star of the image, the Iota Orionis - a blue giant delivering 12000 times the light of the Sun.
21/12/2004
Local:Pátio (Leiria 39.75N 8.82W alt:60m)
Solstício de Inverno
Foi às 13:42 de hoje. O Solstício de Inverno é o ponto de viragem na queda aparente do nosso Sol. Hoje esteve apenas 26,8 graus acima do horizonte, situação um poco incómoda para quem o acompanha regularmente. O solstício pode ter diversos significados sendo um deles o ser "dia mais pequeno" ou mais no sentido de observador "a noite mais longa", mas não curiosamente que o Sol se pôe mais cedo ou nasce mais tarde - as razões desta anomalia está realcionada com a Equação do Tempo que expressa a diferença entre o sol "médio" e o Sol aparente (observado). Esta equação atinge os valores máximos no início de Novembro (quando o Sol atravessa o meridiano antes do meio dia local).
Tudo isto faz com que o Ocaso do Sol mais cedo aconteça duas semanas antes e o Nascer mais tardio duas semanas depois.
Na falta de melhor fica a foto do Sol hoje meia hora antes do Solstício bem rasteirinho ao pasto.
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Ver aqui o Sol durante este mês
20/12/2004
Local:Pátio (Leiria 39.75N 8.82W alt:60m)
Cometa C/2004 Q2 Maccholz
Embora este cometa já se encontre um bom bocado mais alto, é sempre ingrato tentar fotografar seja o que for com magnitude 3 e com um luar já bem forte. Apesar do ruído ainda deu o ar da sua graça, com uma pequena cauda e anti-cauda. Processado com o Iris.
No Sábado na Atalaia nas poucas oportunidades que houveram esteve magnífico nos binóculos e era visível embora não evidente a olho nú.
A estimativa de hoje foi 23:20 UT: m1=4.8, Dia.=14', DC=5 sem sinal de qualquer cauda usando o Fujinon 7x50.
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| Cometa C/2004 Q2 Maccholz - 20041220 22:51-23:02 1°20'x1°20' Takahashi SKY90 f/4.5 (400mm)+Nikon D70 4,0" res Takahashi P2Z exp: 9' (9x60") iso 1600 idas mag 3 neb |
18/12/2004
Nova edição do Calendário de Astronomia para o ano 2005 (CdA 2005)
de Grom D.Matthies
Edições Artes Mágicas
Considero a melhor edição de sempre do Calendário Astronómico (pelo menos das três que possuo). A qualidade dos materiais, de impressão e de paginação atingiu desta vez um grande nível, assim como a variedade e quantidade de informação.
Tal como os anteriores calendários, este é organizado por meses, sendo cada um dos meses introduzido por um tema mais desenvolvido que lhe seja pertinente, seguido por diversas secções sobre a visibilidade dos planetas e seus satélites, asteróides, cometas, meteoros e Sol e todas as suas efemérides tabuladas, passando pelas estrelas duplas, ocultaçõese por fim com a descrição geral do céu e seus objectos de céu profundo mais interessantes. Existe no final
uma secção com tabelas detalhadas de efeméride dos corpos do sistema solar.
A informação é conveniente tanto para o iniciante como para o mais experiente, dando uma atempada antecipação de muitos dos eventos astronómicos que serão visíveis em Portugal em 2005.
Em relação ao CdA 2004 (clicar para ver o comentário) reparei com agrado a inclusão dos objectos de céu profundo, que a meu ver dão uma maior abragência à obra, sendo simultaneamente boas sugestões para quem deseje iniciar, ou para aqueles mais esquecidos. Mas embora continue a achar o formato de página A4 utilizado demasiado grande para um livro que considere "portátil", tendo ainda o papel e encadernação demasiada qualidade para as condições por vezes agrestes da Astronomia de campo. Mas sempre se pode plastificar se se pretender uma utilização mais despreocupada.
Apesar de ser colega e amigo do autor e de ter até modestamente colaborado com algumas imagens, não me vai impedir de ser completamente sincero em afirmar que este CdA e seguintes serão obras de referência a Astronomia amadora e de divulgação Portuguesa.
Por falar em qualidade, também é raro encontrar nas livrarias uma edição tão luxuosa com o preço de capa pedido - 20€.
Ver aqui a página do CdA 2005 para saber mais e como adquirir .
09/12/2004
Local:Pátio (Leiria 39.75N 8.82W alt:60m)
Cometa C/2004 Q2 Maccholz e Nebulosa da Chama
Fácilmente visível com binóculos, mas ainda baixo no horizonte aqui para o pátio, visto passar precisamente por cima da cúpula de luz do centro da cidade de Leiria. Foi maior desafio saber onde colocar a montagem do que propriamente fazer a imagem, mas lá arranjei um "buraco" de meia hora entre os prédios. Vamos ver se este cometa pelo menos chega ao nível do cometa C/2001 Q4 NEAT de Maio passado. A imagem em cor falsa (baseada na intensidade) permite evidenciar melhor a cauda e pequenos "rabichos" que emanam da coma.
Depois do cometa desaparecer da linha de vista coloquei o aparato na Nebulosa da Chama ("Flame Nebula") em Orion e por lá ficou durante quase duas horas a tirar imagens de 90 segundos com filtro h-alpha. Pena o nevoeiro e fumo de algumas chaminés que introduziu bastante ruído em ambas as imagens. Estavam uns revigorantes 3 graus celsius quando arrumei.
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| Cometa C/2004 Q2 Maccholz 20041209 22:34-37 Takahashi SKY90 f/4 (360mm)+ATIK-1HS 3.2" res 60% Takahashi P2Z exp: 3.3' (20x10") mag 3 neb |
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| Cometa C/2004 Q2 Maccholz 20041209 22:34-37 Takahashi SKY90 f/4 (360mm)+ATIK-1HS 3.2" res 60% Takahashi P2Z exp: 3.3' (20x10") mag 3 neb (isophoto) |
06/12/2004
Local: Pátio (Leiria 39.75N 8.82W alt:60m)
Mare Orientale
O Mare Orientale pode ser observado quando a Lua está em libração em longitude favorável, ou seja a mostrar o mais possível do seu lado Oeste ou Este. Neste caso a libração em longitude (Este/Oeste) era de 6°12' para Este, de um máximo de 7°30' para o dia seguinte, fazendo com que o Mare Orientale que tem as coordenadas de longitude 95.0°W e latitude 20.0° S ficasse visível.
Na foto a "corpo inteiro" da Lua é fácilmente perceptível a depressão correspondente ao mare na linha do limbo. A Lua ainda se encontrava apenas a 15 graus de altitude daí a enorme turbulência visível nas imagens abaixo. Também foi de aproveitar e observar o Mare Humorum (que dá ideia do diâmetro do Mare Orientale) e a cratera Grimaldi também eles bem mais virados do que o habitual na nossa direcção.
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| Lua em Quarto Minguante Takahashi FC-60 60mm f/8.33 (500mm),Radian 14mm (36x 101'), barlow 2.4x (86x) e Canon G1. |
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| Mare Orientale e Mare Humorun Takahashi FC-60 60mm f/8.33 (500mm),Radian 14mm (36x 101'), barlow 2.4x (86x) e Canon G1. |
05/12/2004
Local: Atalaia (Montijo 38º44N 8º48W)
Borboletas e Lácteas ao Luar
O início da noite não foi muito encorajador, tendo estado o céu praticamente todo coberto, mas como é habitual ninguém arredou pé. A fé de que iria haver pelo menos algumas abertas fez com que felizmente tal viesse a acontecer, tendo sido afortunados com períodos de grandes abertas e até com períodos de ceú praticamente limpo de horizonte a horizonte.
A humidade (98%), a temperatura (~3 graus) e por vezes algum vento não tornou o final da noite muito agradável, mas ainda a níveis fácilmente suportáveis pelos mais prevenidos. Apesar de tudo a noite até correu bem.
Estamos mesmo no Natal com muitos a estrear "brinquedos" novos, nomeadamente montagens Losmandy G11 e G8 - não era fácil mandar um pontapé numa pedra sem acertar numa G11 :).
A Lua nasceu pelas 0 horas e com libração favorável à observação do Mare Orientale, uma das maiores e dramáticas crateras de impacto lunares. Tem pouco mais de 300 kms de diâmetro e rodeada de múltipos anéis de cordilheiras de montanhas. A sua observação a partir da Terra resume-se a uma vista de "esguelha" do Mare propriamente dito com particular pormenor no serrilhado das cordilheiras de montanhas (Montes Cordillera and Montes Rook) que dão um aspecto invulgar e recortado do limbo lunar que geralmente aparenta ser bastante mais regular.
Depois da Lua nascer, o contraste começou lentamente a degradar-se, limitando grandemente a quantidade de objectos que se poderiam observar. Passei então um bom bocado com o Alberto e o seu Obsession de 15" numa caça à planetária que ultrapassou a dúzia, assim como de uma ou outra galáxia e um sulista enxame globular apenas para "desenjoar". Ver lista abaixo. Estes objectos constam na lista do pequeno mas prático Bright Star Atlas (Tirion, Skiff).
A noite só realmente ficou completa quando ao sair da área de restauração às 6 da manhã depois do reforço habitual, depararmo-nos com uma interessante fila formada pela a Lua, Júpiter e uma conjunção de pouco mais de 1 grau de Vénus com Marte.
Com o Obsession 15" (a maior parte das observações a +500x)
- IC 3568 em Girafa (Camelopardalis)
- NGC 2392 em Gémeos - Talvez a melhor vista desta extremamente interessante planetária que faz lembrar um esquimó nas fotografias.
- NGC 1350 em Fornax - nao vista apesar dos esforços
- NGC 1535 em Eridanus - talvez uma planetária revisitar visto ser também conhecida como Olho da Cleópatra.
- NGC 1360 em Fornax - Extremamente grande com um estrela central brilhante. Apesar de situar muito baixa foi possível observar.
- NGC 1514 em Touro - grande e extremante ténue com estrela central brilhante.
- IC 418 em Lebre - pequena e brilhante.
- IC 2165 em Cão Maior - Outra planetária pequena e brilhante
- NGC 2438 em Puppis - Achei especialmente extraordinária esta planetária em M46. Assemelha-se à M57, visto ser também um pequeno donut mas bastante menos brilhante (6x).
- NGC 2440 em Puppis
- NGC 2022 em orion - pequena e ténue.
- NGC 3242 - Fantasma de Jupiter em Hidra, devido ao seu tamanho aparente ser semelhante com o planeta. É bastante brilhante e uniforme.
- M97 em Ursa Maior - pouco detalhe visível - um olhito no máximo.
e ainda
- Galáxias NGC 147 e NGC 185 em Cassiopeia - extremamente ténues visto possuierm baixo brilho de superfície (14.5 e 14.3 respectivamente) tal como é habitual em grande parte das galáxias membro do Grupo local. A 185 foi relativamente fácil e a 147 apenas suspeita.
- Globular NGC 1851 em Columba (Pomba) - Pequeno enxame, pudera! pois foi observado com filtro OIII!
- Galáxia NGC 3115 em Sextante - bastante brilhante apesar do luar, muito alongada e uniforme. É chamada a galáxia "Fuso" (Spindle).
Com o Sky90
- Remanescente de supernova M1 em Touro - fácil a 32x, embora não fosse muito além de uma pequena nebulosa sem grande detalhe visível.
- Enxames abertos M36, M38 e M37 - 32x e 83x que são sempre um prazer visitá-los
- Planetária NGC 2392 - algum detalhe , sendo fácilmente perceptível dois círculos com brilho diferenciado e algum detalhe na zona central.
- M46 em Puppis - não consegui descernir a planetária (NGC 2438)
- Enxames M35 e NGC 2158 - Espectacular vista em grande campo. Tb no obsession.
- Galáxias M81 e M82 - Panoptic 24mm a 32x e 2 graus - uma das minhas vistas preferidas de grande campo de galáxias.
- M42, M43 e companhia, assim como o trapézio (com apenas 5 estrelas)
- M97 e M108 ao luar - detectáveis
- M109 - detectável
- M40 - já agora...
- e finalmente Mare Orientale no limbo Oeste da Lua - com turbulência mas estava lá.






