| Mais um livro de desmistificação da ciência e clarificação relativamente a temas pseudocientificos.
Depois de ter lido primeiro o Mundo Infestado de Dmónios (a rever brevemente) e depois de ter lido o Superciência, não podia deixar de ler este Bad Astronomy. Devo dizer que gostei muito do livro e, sendo certo que é um livro com o mesmo propósito que os referidos anteriormente, este está escrito de uma forma mais descontraída que os outros dois.
São abordados diversos temas, todos ligados à “má ciência” ou “má astronomia”, tal como a polémica sobre a suposta falsodade das missões Apollo à Lua, ou a Astrologia, ou as ideias erradas que muita gente tem acerca do telescópio espacial Hubble, ou o mito de se poderem ver estrelas durante o dia, desde que se esteja no fundo de um poço. Invariavelmente, os temas surgem e os pressupostos desses temas são logo postos à prova, à boa maneira ciemtifica. Um caso muito interessante é o dos ovos. Alegadamente só um dia por ano, o do Equinócio de Primavera, é que é possível fazer um ovo ficar de pé, apoiado no seu lado mais largo. Ora eu não tentei, mas o autor tentou e colocou uma série deles em pé, com fotografia a comprovar e tudo, num outro dia qualquer. Existem inúmeros casos destes, muitos tratados com rigor neste livro. Um capitulo que me interessou bastante, termina com a conclusão de quem ninguém sabe muito bem a repsosta à questão. E essa questão é o porquê da Lua parecer maior quanto mais baixa no horizonte está. Muita gente, tal como constata o autor, afirma que é por causa de estar mais perto, o que não é verdade. Aliás, em linha recta, a Lua no horizonte estará um pouco mais longe do que se estiver no zenite, tal como explicado no livro. Outros dizem que é porque a atmosfera age como lente amplificadora, mas esta opção também não é suficiente e fica aquém de explicar o fenómeno. No final do capítulo, percebemos que não há uma ideia clara, mas uma série de pistas. No entanto, muitas ideias erradas e pré-concebidas ficam pelo caminho, no que toca a este assunto. A secção em que o autor faz uma análise aos maiores erros dos filmes e séries de TV de ficção cientifica, não é aconselhável aos fãs incondicionais do genero. Aniquila por completo o som das naves a “rasgar” o espaço, os feixes de laser a destruir inimigos e outros efeitos especiais incluidos para atrair o público, no entanto, note-se, Phil Plait é um consumidor ávido de tudo o que é ficção cientifica (tirando o filme Armaggedon, que ele detestou mesmo)!! Bad Astronomy é, de facto, um excelente livro sobre ciência fisica, nomeadamente Astronomia. Para quem quer tirar algumas dúvidas sobre as suas ideias relativas a algum tema astronómico, ou simplesmente quer ler um livro interessante sobre erros comuns, aconselho este. Para outras leituras, complementares e mais analiticas e criticas, aconselho o Mundo Infestado de Demónios (a rever em breve). Uma situação intermédia, será o Superciência. « Voltar |