Charles
Messier, nasceu em 26 de Junho de 1730 em Bandonvillier, Lorraine,
França e morreu a 12 de Abril de 1817 em Paris, França.
Messier foi um astrónomo francês
que, devido ao trabalho que desenvolveu na pesquisa por novos
cometas, acabou por se tornar responsável pela elaboração
de um catálogo de objectos astronómicas, que hoje
em dia, é um must entre os astrónomos. Falo, é
claro, dos 110 objectos do Catálogo de Messier.
Este catálogo surgiu quando Messier
achou que, para melhorar o seu trabalho de caçador de
cometas, deveria catalogar os objectos “aborrecidos”
que poderiam ser confundidos com cometas.
Charles Messier era o décimo de 12 filhos,
e devido a isso a sua educação foi bastante parca.
Quando o seu pai morreu, tinha ele apenas 11 anos de idade,
essa situação complicou-se ainda mais. Messier
começou a interessar-se pela Astronomia quando observou
o brilhante cometa de 1744. Quando cresceu, acabou por ser contratado
como faz-tudo, por Joseph-Nicholas de l’Isle, Astrónomo
da Marinha Francesa. Com o passar do tempo aprendeu a utilizar
instrumentos astronómicos e acabou por se tornar num
hábil observador. Mais tarde, acabou por ser promovido
a secretário no Observatório da Marinha, no Hotel
de Cluny, em Paris.
Edmund Halley, previu que o cometa de 1682
iria regressar no final de 1758 ou no inicio de 1759. Com as
cartas que de l’Isle havia preparado, incorrectamente,
Charles Messier acabou por começar a procurar o cometa
(Halley) com um pequeno telescópio reflector. Ele acabaria
mesmo por encontrar o cometa, a 21 de Janeiro de 1759, mas de
l’Isle não o deixou anunciar a descoberta como
sendo de Messier. A partir daí, Charles Messier dedicou
a sua vida à busca por cometas.
Quando, numa das suas habituais caçadas
cometárias, Messier descobriu uma nebulosidade muito
fraca, em 28 de Agosto de 1758, localizado na Constelação
de Taurus, o Touro (hoje é conhecida por M1, a nebulosa
do caranguejo e é os restos de uma supernova). Foi então
que decidiu manter uma lista de objectos deste género,
ou seja, difusos, para que não fossem confundidos com
cometas no futuro. Assim, a Nebulosa do Caranguejo, tornou-se
a primeira entrada naquela que se viria a tornar a mais famosa
lista de Nebulosas, enxames e galáxias do Mundo.
Não deixa de ser caricato, ou irónico,
que Messier se tenha tornado conhecido pela sua lista de “objectos
aborrecidos e perdedores de tempo na caça aos cometas”,
do que propriamente pelos cometas que descobriu...
Em 1759, Charles Messier foi eleito astrónomo
chefe do Observatório da Marinha. Foi também aceite,
em 1764, pela Royal Society of London e em 1770 pela Academia
das Ciências de Paris.
Messier acabou por ganhar uma alcunha especial, dada pelo Rei
Luís XV, que lhe chamou “Furão dos Cometas”.
Num período de 7 meses de caça ao cometa, em 1764,
Charles Messier adicionou à sua lista 38 novos objectos,
incluindo M13 (o Grande enxame Globular de Hércules),
M17 (a Nebulosa do Cisne em Sagitário), e M31 (a Grande
Galáxia de Andrómeda). Em Janeiro do ano seguinte
acrescentou M41, o enxame aberto no Cão Maior, a sudoeste
de Sirius. M42 e M43 (Grande Nebulosa de Orion), M44 (o enxame
do Presépio, em Cancer, o Caranguejo) e M45 (Plêiades,
no Touro) em 4 de Março de 1769.
Messier também começou a colocar
na sua lista, objectos descobertos por outros astrónomos,
de facto só 17 dos 45 objectos da primeira versão
do seu catálogo, publicada em 1774, haviam realmente
sido descobertos por si. Por volta de 1780, o número
de objectos na sua lista tinha aumentado para 80.
Messier, acabou por conhecer um rival, de seu nome Pierre Mechain,
um astrónomo no arquivo naval de mapas de Paris. Em 1781,
Mechain descobriu 2 cometas e no curso da sua caçada,
descobriu 32 objectos “nebulares” que comunicou
a Messier. Foi então que esses objectos foram acrescentados
à lista de Messier, pela ordem que forma observados por
ele.
Em Abril de 1781, a lista subiu para os 100
objectos, com os que Mechain havia descoberto lá incluídos.
Em Novembro desse ano, Messier teve uma forte queda e fracturou
um braço, uma perna e 2 costelas. Com este acidente,
só voltou a observar um ano mais tarde. Em 1784, a sua
lista foi de novo publicada, incluindo 3 novos objectos descobertos
por Mechain que Messier não teve tempo de verificar.
M102 é mais um objecto mistério, mas Mechain escreve
uma carta a Bernoulli dizendo que M102 era um engano, que seria
o mesmo objecto que M101. Hoej M102 é atribuído
a NGC 5866, que se encontra na posição descrita
por Mechain. Nessa mesma carta ele refere-se à descoberta
de mais 6 objectos, aumentando o número da lista para
107 (sem contar com M102). Em 1787, a lista foi publicada na
sua versão final durante a vida de Messier, desta feita
por Mechain. A descrição impressa de M97, refere
mais 3 objectos não descritos na sua vizinhança...Estes
dados em conjunto com umas notas laterais numa cópia
da lista 1787, pertencente a Messier, e também mais alguns
outros objectos que se sabiam descobertos por Messier, foram
usados para aumentar a lista para os seus 110 actuais objectos.
Ainda assim, alguns dos “seus”
objectos foram misteriosos ou controversos. Neste momento, parece
que já assim não é. Podemos ver, por exemplo
a seguinte descrição de M47, por Messier:
7h 44m 16s, -1° 16' 42". Enxame de
estrelas a curta distância do enxame precedente (M46),
as estrelas são mais brilhantes; o centro do enxame foi
comparado com a mesma estrela, 2 Navis (hoje 2 Puppis). Não
apresenta nebulosidade.
Se apontarmos um telescópio para estas
coordenadas, não vemos nada! Contudo, há uma pista
nesta descrição. O cálculo da ascensão
recta era efectuado por Messier, medindo a diferença
de tempo entre quando uma estrela conhecida e o seu objecto
passavam a mira do seu telescópio, que era constantemente
orientado para o meridiano. Assim, se pegarmos na diferença
de ascensão recta entre a posição proposta
por Messier e a sua estrela de referência, 2 Puppis e
lhe aplicarmos sinal oposto, a nova localização
é mesmo onde se encontra NGC 2422, um brilhante enxame
que Messier não poderia ter falhado...Ele simplesmente
cometeu um erro de sinal.
Muitas vezes as descrições dos
telescópios usados por Messier, são bastante pobres.
Ele dizia muitas vezes algo do género: “facilmente
visivel num telescópio de 600mm (distância focal)”.
De facto ele usava predominantemente um reflector gregoriano,
de 800mm de focal, com 190mm de abertura, que usava espelhos
que usavam um polimento e material que acabavam por ter apenas
o poder de concentração de luz equivalente um
espelho moderno de vidro aluminizado de 76mm.
Messier, acabou por conhecer um rival, de seu
nome Pierre Mechain, um astrónomo no arquivo naval de
mapas de Paris. Em 1781, Mechain descobriu 2 cometas e no curso
da sua caçada, descobriu 32 objectos “nebulares”
que comunicou a Messier. Foi então que esses objectos
foram acrescentados à lista de Messier, pela ordem que
forma observados por ele.
Em Abril de 1781, a lista subiu para os 100
objectos, com os que Mechain havia descoberto lá incluídos.
Em Novembro desse ano, Messier teve uma forte queda e fracturou
um braço, uma perna e 2 costelas. Com este acidente,
só voltou a observar um ano mais tarde. Em 1784, a sua
lista foi de novo publicada, incluindo 3 novos objectos descobertos
por Mechain que Messier não teve tempo de verificar.
M102 é mais um objecto mistério, mas Mechain escreve
uma carta a Bernoulli dizendo que M102 era um engano, que seria
o mesmo objecto que M101. Hoej M102 é atribuído
a NGC 5866, que se encontra na posição descrita
por Mechain. Nessa mesma carta ele refere-se à descoberta
de mais 6 objectos, aumentando o número da lista para
107 (sem contar com M102). Em 1787, a lista foi publicada na
sua versão final durante a vida de Messier, desta feita
por Mechain. A descrição impressa de M97, refere
mais 3 objectos não descritos na sua vizinhança...Estes
dados em conjunto com umas notas laterais numa cópia
da lista 1787, pertencente a Messier, e também mais alguns
outros objectos que se sabiam descobertos por Messier, foram
usados para aumentar a lista para os seus 110 actuais objectos.
A actual lista de objectos, o Catálogo
de Messier, é composta por 110 objectos entre galáxias,
nebulosas e enxames, sendo que 7 destes objectos foram introduzidos
já no século XX. M110, foi introduzido em 1967.
Estes objectos estão entre os mais brilhantes do céu
nocturno e são os alvos favoritos dos astrónomos
amadores mundo fora. Existem as Maratonas de Messier que consistem
em observar, numa só noite, o maior número possível
de objectos do Catálogo de Messier, por um observador
individualmente. É como uma pequena competição
que serve quase como que de rito de passagem para os astrónomos
amadores. Os muçulmanos têm que ir a Meca pelo
menos uma vez na vida, nós os astrónomos amadores,
temos que fazer uma maratona de Messier, pelo menos uma vez
na vida...Ou quase...
A sua última descoberta foi feita em
1798 e continuou a observar até que uma trombose o debilitou
imenso. Morreu dois anos depois de ter sofrido a trombose, com
86 anos, a 12 de Abril de 1817.
Fontes:
Sea and Sky: The Astronomers - Charles Messier http://www.seasky.org/spacexp/sky5e06.html
Stargazer Online - Charles Messier - http://my.voyager.net/~stargazer/cmessier.html
« Voltar
|